"Eu sufoco; inda mais: desvairo, perco o siso.
Teu nome no meu peito é o grânulo dum guizo:
Eu tremo; e esse tremor vibrante me atraiçoa.
Pois sempre o guizo treme... e sempre o nome soa!
Tudo o que é teu me lembra: - Há quase um ano agora,
- Era a doze de maio - ao despontar da aurora,
Deste um jeito qualquer, tão lindo, no cabelo,
Que, preso ao seu fulgor, não me fartei de vê-lo.
Como acontece a alguém que fita o sol dourado
E vê depois em tudo círculo encarnado:
Tal eu, mesmo sem ver o sol com que me douras,
Vejo, em tudo o que vejo, aquelas nódoas louras."
Rostand, Cyrano de Bergerac
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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No original é mais bonito :D
ResponderExcluirAliás, qual é o tradutor?
Eu teria problema postando originais de línguas que eu não falo (caso eu use trechos de Dostoiévski, Ibsen ou Goethe, por exemplo) então, para manter a coesão, decidi deixar todas as citações na tradução para o português, quando houver. Mas, sem dúvida, o original é insubstituível. Fica a sugestão para quem entende francês.
ResponderExcluirEssa tradução é de Fábio M. Alberti.